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O que é consultoria empresarial?

Em que momento a terceirização se faz necessária dentro de uma empresa? Entenda.

Não é segredo para nenhum empresário que uma boa gestão garante ao empreendimento uma estrutura sólida no mercado e diante das crises e adversidades que toda empresa passa. Contudo, também é essencial dar atenção à realização do serviço, atendimento aos clientes, qualidade do produto ou serviço, e outros fatores, que também garantem que a empresa continue ativa.

Mas é muito comum que os sócios, principalmente de empresas pequenas, se dediquem à administração do negócio e deixem todos os outros fatores de lado. Assim, o tempo fica curto para fazer tudo de maneira apropriada, caindo a produtividade e consequentemente os lucros. E uma das saídas encontradas para solucionar este problema é a terceirização, trabalhando com parceiros qualificados a empresa tem a oportunidade de acompanhar mais de perto as atividades, além de poder otimizar processos, e os empresários podem se dedicar a outros objetivos e atribuições.

Outros casos

O tema da terceirização abrange não só as empresas que optam por adotar essa modalidade de serviço para suprir demandas, há também as que baseiam seu negócio em serem terceirizados. É o caso das empresas especializadas na terceirização de alimentos, produtos e serviços, que suprem a demanda dos empreendimentos que optam por recorrer a essa modalidade. E mesmo esses negócios às vezes sentem a necessidade de se dedicaram a uma só atividade, é o caso da Mix Nutri, especializada em suplementos alimentares.

Inicialmente a empresa fazia a terceirização dos produtos, no entanto houve uma divisão e um outro empreendimento assumiu essa tarefa. É o que explica o diretor executivo Danilson Charro “A divisão dos negócios foi determinante para que a Área comercial pudesse dar foco para cada negócio de forma isolada, as tratativas e os entendimentos eram conflitantes”. Hoje é a fábrica de suplementos DR IND a responsável pelo setor de terceirização de alimentos.

Mas e os clientes, será que eles não podem ficar confusos com esse tipo de divisão? Danilson garante que não “O entendimento e a comunicação não faz transparecer essa leitura, a Mix Nutri é vista como uma empresa terceirizada que possui a qualidade da DR IND, empresa que contém vários cases de sucesso com empresas nacionais e internacionais”.

Essas são decisões que precisam ser tomadas com cautela e analisando bem o formato e as atividades que a empresa desempenha para que não sejam criados problemas para as empresas e seus funcionários.

Novas regras para desistência de imóveis

Governo estuda nova medida provisória que pode prejudicar o consumidor

Muitas vezes investir em um imóvel sem o devido planejamento se torna um peso no orçamento, ou mesmo problemas com a construtora faz com que o comprador desista da compra, e esse processo é conhecido como distrato de imóveis.

Todas as consequências da desistência na negociação de um imóvel devem ser definidas em um contrato, com cláusulas exclusivas para quem compra e para quem vende. Inúmeros são os motivos para que ocorra uma quebra de contrato, e a rescisão indica se o comprador perderá o montante e pagará multas contratuais ou se receberá os valores com direito a indenização.

A nova medida provisória apresentada pelo Governo cria regras para quando o comprador desiste de um imóvel na planta, ou em construção. E esse assunto tem levantado debates sobre o lado negativo dessa decisão, tanto entre os especialistas, como entre os consumidores, pois é uma medida que pode complicar a situação desses compradores.

A crise econômica fez com que o número de distratos crescesse no país, e por esse motivo os ministérios do Planejamento, da Fazenda, da Justiça e da Casa Civil decidiram discutir sobre esse tema. Segundo dados da Ademi-RJ (Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário do Rio), entre 2014 e 2016, ocorreram uma média de 137 mil quebras de contrato no Brasil. Muitos casos vão parar na justiça, pois na lei, se tratando de desistência, não há regras definidas quanto ao reembolso ao consumidor.

Atualmente o mutuário deve ter ciência sobre o valor de entrada estipulado no contrato, pois esse pode ser o mecanismo indenizatório na maioria dos casos, o que evita que as partes tenham que enfrentar a burocracia da Justiça para resolver o problema. Se o comprador desiste do imóvel por arrependimento ou furo no orçamento, as consequências podem variar desde a perda de parte ou totalidade dos valores pagos à multa.

No contrato deve estar presente o pagamento da multa, que varia entre 10% a 20% sobre o valor gasto até a data do distrato. Valores cobrados acima desse numero ou calculadas com base no preço do imóvel podem ser questionados na Justiça. Mas caso a desistência seja ocasionada pela empresa, o mutuário não precisa pagar a multa e ainda pode recorrer a uma indenização.

A medida provisória, discutida pelo Governo, pressupõe que haja uma punição mais rigorosa para o mutuário que desistir do contrato. Essa nova minuta propõe que seja retido até 50% dos valores pagos, ou seja, isso indica até 16% do valor do imóvel com o percentual de corretagem já incluso, no caso das unidades residenciais. Também está em discussão a permissão para que o incorporador devolva o dinheiro ao consumidor em um prazo de 180 dias ou até que imóvel seja vendido.

Existe uma lei específica para o tema tramitando no Congresso desde 2015, e vem sendo discutida para se adequar ao Código de Defesa do Consumidor. Essa medida provisória tende a barrar a construção da mesma e desconsidera a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça que considera abusiva retenções acima dos 25% do total pago pelo comprador.